Penso que arte não é objeto de competição. Mas o mundo nem sempre é como queremos ou pensamos. Grandes talentos da nossa música tem poucos meios de divulgar seu trabalho e os festivais ainda são o meio, por excelência, onde os compositores tem um veículo para partilharem os dons do seu espírito e seu intelecto. E toda obra de arte é sempre o casamento das duas coisas.
Ontem à noite terminou mais um Festival da MPB aqui de Mojiguaçu. Tive a difícil e complicada tarefa de escolher, com outros quatro jurados, todos músicos da maior competência, as músicas e artistas a serem premiados. Muito além dos prémios distribuídos, o que vai ficar na memória foi o nível excelente das músicas participantes e dos intérpretes que as criaram no palco. Gente que merece ser muito mais conhecida e apreciada. E torço pelos que não conseguiram uma colocação entre os primeiros para que continuem a fazer a sua arte porque a diferença entre eles. muitas vezes. é muito pequena.
É inevitável deixar de pensar na mídia que ignora tais nomes e divulgam banalidades em nome do dinheiro e do mais absoluto mau gosto. Porque é mais fácil. A música de alto nível exige mais digestão, mas a satisfação o prazer que dão é perene. Entretanto, se o próprio consumidor esquece em poucas semanas o "sucesso" (palavra maldita) que o rádio e a TV tanto bombardearam no pobre público sem opção, nós que pudemos ouvir Grupo Voz, Taís Reganelli, Mana Tessari, Ivânia Catarina e Mariana Timbó, entre outros, sua criações e recriações no palco, jamais os esqueceremos!
domingo, 26 de julho de 2009
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Caríssimo Amigo Renato,
ResponderExcluirConcordo contigo, pois que a arte é a transcendência do pensamento humano, é a máxima expressão dos sentimentos, e, certamente não existe espaço para a competição, contudo, vivemos na era da informação uma sociedade do conhecimento, que vive no paradigma da competência. Competência, penso eu, implica em competir, mas com quem? Partindo do pressuposto ontológico, competência, também significa competir na esfera interior, na autossuperação, enfim, na transposição de obstáculos que se apresentam em nossas vidas, para desenvolver em nós uma essência complexa entre as diversas partes que compõe nossa existência e que dá o tom da nossa melodia existencial. Comentarei um pouco mais, no próprio corpo do e-mail.
ABRAÇOS FRATERNAIS
BERTINHO
Renato, realmente você tem razão. E particularmente acho que a culpa não é dos meios de comunicação, de uma forma direta. Se pensarmos um pouco nos devemos é criticar e a população, ou seja, o povo brasileiro. Isso por que, depois das lutas e sacrifícios feitos durante a conquista dos direitos que obtivemos após a derrubada da ditadura militar, o povo brasileiro se acomodou, e nossos políticos, nossos meios de comunicação estão deitando e rolando por aí. Nossa educação está as mínguas, nossa saúde, "nem se fala". E nós, não conhecemos nossos vizinhos, se alguém entrar no meu vizinho e roubar todas as suas coisas... Ninguém vê. E então dou ênfase, que a culpa é nossa, nós estamos acomodados com tudo.
ResponderExcluirNossas críticas devem ser feitas a população brasileira.
sem mais comentários!
ResponderExcluirtudo que se pode falar já ta ai né...